terça-feira, 20 de agosto de 2013

A memória no uso da razão


When I discovered who I wanna be,
I realized that I don't know who I'm.

Viajo no tempo da memória para me descobrir
Ignoro o passado com a tristeza de quem sofreu,
porque este alguém já não é mais Eu.

O eu pertence a um corpo ou o corpo sou eu?

Talvez um pouco de epistemologia filosófica me deixe 
com mais perguntas que respostas.
No momento que penso deixo meu exato tempo para ir a outro lugar.

Se ainda respiro isto é mera consequência de meu ser ainda estar vivo.
Nestes momentos estou em uma espécie de coma e
meu nerônios fazem o que a genética diz que eles têm de fazer.

O encanto de tempos antigos se quebrou, 
só não enxerga o cego que não precisa de oftalmologista.
Já não sou uma mente independente mas uma consequência do corpo 
que trabalha para me manter sã, 
mesmo que minhas conexões nervosas não ajam de acordo com este princípio.

Meu pensamento é a consequência do ser.
Não sou apenas corpo,
muito menos somente minha mente.

Sou um acordo sinistro 
Feito entre par de genes 
Que entregou este pacote sem direito a devolução.

A memória cria o perfeito encanto para enganar a máquina da evolução.


RH.



AUTORA: RADIGE HANNA. 
OBS: Peço a qualquer pessoa que goste de minha mensagem e que 
queira mostrá-la a alguém o favor de NÃO PLAGIAR.


3 comentários:

jorge bohaczuk disse...

Boa tarde.
Você escreve muito bem, amiga.
Gostei de sua reflexão.
Agradeço por seguir meu blog.
Abraços.
Jorge.

jorge bohaczuk disse...

Boa tarde Radige Hanna.
Você escreve muito bem. Gostei de sua reflexão. Tenha um agradável fim de semana.
Abraços de um amigo.
Jorge Bohaczuk.

jorge bohaczuk disse...

Bom dia.
Gostei do texto.
Agradeço por seguir meu blog.
Abraços.