terça-feira, 22 de novembro de 2011

O encontro do eu


Sinto a brisa fresca da manhã,
abro os braços para permitir o abraço que o vento quer me dar.


O sol vem ao meu encontro,
a lua brinca de esconde-esconde 
e leva consigo a calma que a noite me traz.


Envolvida em pensamentos não percebo o tempo passar 
e o sol que antes dava-me energia agora está a me queimar.


As lágrimas descem no rosto de alguém que não conheço,
mas aí percebo que esse alguém sou eu.


Vejo o ciclo da vida e a lamentável sina que está a me esperar...




AUTORA: RADIGE HANNA.
OBS: Peço a qualquer pessoa que goste de minha mensagem e que queira mostrá-la a alguém o favor de NÃO PLAGIAR.



Tempo


Existe o tempo da promessa, 
o tempo da saudade, o da alegria e o da infelicidade.

Tempo: pequena palavra que cabe tantas coisas.

Um só tempo gera tantos momentos!
Aquele minuto de agonia para mim
pode ser o mesmo minuto que é o mais feliz de sua vida.
Existe algo mais relativo que isto?

O tic tac do relógio não consegue traduzir 
a infinita possibilidade de um segundo.


AUTORA: RADIGE HANNA.
OBS: Peço a qualquer pessoa que goste de minha mensagem e que queira mostrá-la a alguém o favor de NÃO PLAGIAR.




A cultura versus o desenvolvimento do país e seu povo.



Juca Ferreira.
Sociólogo e Ministro de Estado da Cultura.



O conhecimento que acumulamos, seja ele espiritual, seja ele material, está limitado por uma visão de mundo, ou pela possibilidade de sua superação.
Meio ambiente não se confunde com a natureza, ele nasce da relação do homem com ela. É resultado de um propósito civilizatório. Não existe sem uma cultura, sem valores e sem sistemas de representação.
Não é demais repetir: temos que ter em mente, a questão ambiental é, sobretudo, uma questão cultural, que envolve mudança de sensibilidade, comportamento e visão de mundo. Quase sempre parece que nos esquecemos disso.
Sem uma radical mudança de valores, não há salvação para a vida do homem no planeta.
Não basta aumentar o poder aquisitivo da população. A educação de qualidade e o acesso pleno à cultura são componentes básicos do nosso desenvolvimento. Para que a nossa economia da cultura avance, ela também depende da inclusão de milhares de brasileiros que dela carecem.
É importante ressaltar, no entanto, que é absolutamente coerente que um governo neoliberal tenha enfraquecido um Ministério responsável pelo estímulo à dimensão criativa e inovadora da sociedade brasileira. A dimensão simbólica não faz parte do horizonte dos que, tradicionalmente, pensam o país apenas através do ponto de vista da sua economia. Além do mais, é por meio do desenvolvimento cultural que a sociedade capacita-se a produzir idéias e processos contra-
hegemônicos. Por isso, a dimensão simbólica foi sistematicamente esvaziada enquanto dimensão relevante para a agenda do crescimento e do desenvolvimento humano, e a condução da política cultural foi transferida para o controle anômico das agências de marketing das grandes empresas.
 A percepção de que a mola propulsora do desenvolvimento é a cultura – entendida aí como conjunto de atitudes e de mentalidades – é uma percepção que vem se cristalizando lentamente entre nós. Essa percepção precisa ser ainda mais alastrada e consolidada.
Arte é a cultura de todos recriada por um indivíduo, por isso cada obra de arte é única, insubstituível. A arte consegue essa façanha aparentemente impossível: unir o máximo de individualidade e o máximo de expressão coletiva.

_____________________________________________________________


Luis Inácio Lula da Silva.


“Posso dizer a vocês, com absoluta tranqüilidade, que é outra – e que é nova – a visão que o Estado brasileiro tem, hoje, da cultura. Para nós, a cultura está investida de um papel estratégico, no sentido da construção de um país socialmente mais justo e de nossa afirmação soberana no mundo. Porque não a vemos como algo meramente decorativo, ornamental. Mas como a base da construção e da preservação de nossa identidade, como espaço para a conquista plena da cidadania, e como instrumento para a superação da exclusão social – tanto pelo fortalecimento da auto-estima de nosso povo, quanto pela sua capacidade de gerar empregos e de atrair divisas para o país. Ou seja, encaramos a cultura em todas as suas dimensões, da simbólica à econômica.”






RH.